quinta-feira, 13 de novembro de 2008

TRABALHO FINAL

Estruture um projeto de pesquisa ou uma pauta multimídia sobre um determinado tema e o apresente seguindo as regras descritas abaixo. O trabalho deverá ser entregue em papel a4 no dia 28 de novembro.

1. Trajetória acadêmica e profissional (150 palavras)

2. Título da proposta (1 linha)

3. Hipótese da investigação (No máximo 5 linhas explicando a hipótese central da investigação expressa em 3 ou 4 perguntas que orientarão o trabalho)

4. Descrição geral da proposta (No máximo 300 palavras detalhando: relevância da investigação; cobertura geográfica que terá a investigação; fontes (pessoas, grupos e/ou setores a serem consultados/ouvidos); enfoque ou perspectiva da investigação (entre outros aspectos, mencionar até onde a investigação abordará a apresentação ou debates acerca de soluções e desafios políticos/sociais/ambientais/tecnólogicos investigados)

5. Viabilidade da proposta (No máximo 150 palavras descreva eventuais dificuldades e facilidades para a elaboração do trabalho)
Espaço estimado que se dará o trabalho

6. Espaço para o trabalho e quais os meios utilizados (80 palavras)

7. Outras informações, caso necessário (50 palavras)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

AULA x

USO DA FOTOGRAFIA NO JORNALISMO ON-LINE
Desde 2002, o National Press Photographers Association dos EUA promoveuma competição para escolher os melhores do fotojornalismo em váriascategorias, incluindo uso de fotografia no webjornalismo (melhor usoda fotografia na web, melhor história fotográfica na web, dentreoutras categorias).Conhecer e avaliar os vencedores do concurso em vários anos depremiação é uma forma de se ter uma idéia do que vem sendo feito nofotojornalismo na internet e de como as técnicas têm evoluído desde2002.
AplicaçãoVisite o site http://bop.nppa.org (categoria websites)

A partir da palestra de Daniel Ferreira e da análise do site da associação:

a) É perceptível um progresso no uso da fotografia no jornalismo nainternet ao longo dos de premiação dos concursos?

b) De que maneira a generalização de larguras de bandas crescentes temafetado o uso da fotografia na cobertura jornalística on-line?

c) Trabalhar como fotojornalista para um jornal on-line envolverotinas e formas de organização de trabalho distintas das utilziadaspor quem trabalha para um veículo impresso?

d) Considerando-se que a internet facilita a convergência dediferentes formatos midáticos, o grupo acredita que, a médio ou longoprazo, a fotografia tenderpa a ser supérflua na internet?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

AULA IX

Debate sobre fotografia digital com Daniel Ferreira

Pequeno perfil
Daniel tem 28 anos e entrou no Correio como estagiário na fotografia. Filhos de jornalistas, é formado em Jornalismo pelo Iesb, em 2004. Nasceu em Brasília.


O UOL estréia nesta quarta-feira uma nova home page, com mudança no projeto editorial e no desenho. O objetivo é melhorar a leitura e a navegação do usuário e atender aos interesses de um público cada vez maior, que chegou à casa dos 15 milhões de pessoas segundo o painel residencial do Ibope NetRatings.

O design, mais limpo, conta com letras maiores e o uso prioritário da cor branca, o que proporciona um ambiente mais arejado. O novo desenho traz mais imagens e em formatos maiores, para acompanhar o crescimento e a melhor definição dos monitores do público e o aumento do acesso em banda larga.

"Entre as premissas do novo desenho estava não diminuir o número de chamadas de conteúdo nem mexer no espaço publicitário, que ocupa as duas colunas à direita da página. Por isso a opção pelo branco: para reduzir o efeito da verticalidade dos elementos que compõem a página", diz Luciana Faria, gerente geral de interface do UOL. Uma nova mudança está sendo preparada para 2009, em que a divisão de espaço entre logotipo e botões fixos, área editorial e espaço publicitário será alterada.

"O novo projeto editorial explicita questões como o uso de medição de audiência em tempo real nas decisões editoriais e a necessidade de manter o discernimento jornalístico e a responsabilidade pública acima do interesse despertado por temas sensacionalistas", diz Márion Strecker, diretora de conteúdo do UOL.

O texto, que ficará público, traz regras sobre freqüência de atualização e relembra que boato não é notícia, entre outros princípios jornalísticos da empresa, cujo controle acionário pertence ao Grupo Folha.

Nos seus 13 anos de vida, esta é a 17ª. vez que o UOL redesenha a sua home page, sem considerar as alterações meramente cromáticas. Desde março de 2008, usa inteiramente o formato com 1024 pixels de largura, já que atualmente esta é a definição que a maior parte do público é capaz de visualizar com conforto.

A home page do UOL é a página mais procurada da Internet brasileira. Atualizada 24 horas por dia, todos os dias do ano, ela se propõe a reunir, num só endereço, um grande número de informações relevantes e confiáveis e o melhor mix de entretenimento e serviços na Web. O objetivo é que atenda públicos com interesses diversos. A dificuldade é fazê-la sintetizar o que há nos mais de mil diferentes canais de conteúdos e serviços do UOL e seus parceiros.

O topo da página será usado para destacar os principais assuntos do dia, em qualquer temática. A nova TV UOL 2.0, que acaba de entrar no ar, ganhou uma área nobre na primeira página, com espaço para quatro vídeos. Essa área vai ser renovada ao menos quatro vezes por dia, para dar conta da grande quantidade de vídeos produzidos pelo UOL e seus parceiros. Já são mais de 65 mil vídeos no acervo da TV UOL 2.0.

Uma das grandes mudanças editoriais é a definição de espaços cativos para as áreas de Esportes e Entretenimento, além da tradicional área de Notícias. Esses três blocos poderão ocupar espaços alternados, a depender do calor das informações de cada área.

No bloco de Notícias, serão destacadas as últimas sobre política, economia, cotidiano, mundo e qualquer outro noticiário que faça diferença à vida do internauta. O UOL tem a mais qualificada rede de fontes de notícias, entre as quais estão a Folha de S.Paulo, as agências Reuters, AFP, AP e EFE, o jornal The New York Times, e a britânica BBC. Artigos de mais de 150 revistas, mais de 20 jornais brasileiros, 6 jornais estrangeiros e 6 jornais online vão disputar espaço nos blocos temáticos e vão também ganhar uma área específica, no pé da página. Os números do mercado financeiro e a previsão do tempo também passam a ter espaço fixo.

Textos, vídeos e fotos sobre futebol, Fórmula-1 e demais as modalidades esportivas, além da cobertura de todos os grandes eventos, estarão reunidos no bloco de Esportes.

Já em Entretenimento, será destacado o que há de novo em televisão, música, cinema, teatro, artes, celebridades, jogos e em todas as outras áreas que contemplem assuntos relacionados à cultura e à diversão.

Conteúdos sobre educação, ciência, saúde, beleza, carros, tecnologia, moda, viagem, jogos, crianças, jovens, gays e bichos continuam à disposição do usuário em blocos temáticos que se revezarão na página.

Mapas, comparativo de carros, guias de viagem, resultado de loterias e informações sobre novelas são outros serviços que poderão ser encontrados a qualquer momento na página. Assim como a Rádio UOL, com busca por música, artista ou álbum.

Com um clique, o usuário poderá acessar a previsão do seu signo e fazer pesquisas escolares. Ainda com um único clique, o internauta entra na área de publicação de seu próprio conteúdo.

Junto a jornais, revistas e downloads, o usuário encontrará áreas com destaques de humor e dos blogs que o UOL hospeda.

Com mudanças significativas editoriais e de design, o UOL apresenta sua nova home page com o compromisso de oferecer de maneira prática e agradável o melhor serviço e o melhor conteúdo da Internet brasileira.


Comentário meu:
Aspectos relevantes, segundo o uol para o novo formato:

1. letras maiores e o uso prioritário da cor branca, o que proporciona um ambiente mais arejado

2. mais imagens e em formatos maiores, para acompanhar o crescimento e a melhor definição dos monitores do público e o aumento do acesso em banda larga

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

fotografia, aulas

http://www.olhave.com.br/blog/?p=573 (alexandre belém)
http://www.cversiani.com/# (cláudio versiani)
bill sullivan
http://www.picturapixel.com/files/picturapixel_port.html#

http://www.boston.com/bigpicture

http://www.jorgelcardoso.com/



RETRATOS




Anna-Lou (Annie) Leibovitz (Westport, Connecticut, 2 de outubro de 1947) é um fotógrafa estadunidense que se notabilizou por realizar retratos, e cuja marca é a colaboração íntima entre a retratista e seu retratado. Leibovitz começou a se interessar por fotografia após uma viagem de visita a sua família, que estava vivendo nas Filipinas. Durante alguns anos ela continuou a desenvolver suas aptidões ao mesmo tempo em que teve diversas ocupações, inclusive na época em que viveu em um kibbutz, em Israel, em 1969.
De volta aos Estados Unidos, em 1970, começou a trabalhar na revista Rolling Stone. Em 1973, foi nomeada chefe de fotografia da revista, tendo permanecido até 1983. Seu estilo de fotografar as celebridades ajudou a definir o visual da revista. Publicou seis livros de fotografias: Photographs, Photographs 1970-1990, American Olympians, Women, American Music e A Photographer’s Life 1990-2005.
Alguns dos seus projetos mais conhecidos são:
1975 - foi a fotógrafa da revista Rolling Stone escolhida para acompanhar a turnê dos Rolling Stones nas Américas.
Anos 80 - fotografou inúmeras celebridades para a campanha publicitária mundial do cartão American Express.
Desde 1983 - trabalhando como fotógrafa-retratista para a revista Vanity Fair.
1991 - exposição na National Portrait Gallery.
Julho de 2006 - fotografou Suri Cruise, a filha de Tom Cruise e Katie Holmes,



numa reportagem sobre o casal na revista Vanity Fair.





















http://zuleikas.fotoblog.uol.com.br/lastPeriod.html



terça-feira, 23 de setembro de 2008

Aula VIII

Bem-vindo à Web 2.0




















O jornalismo online e sua versão 2.0 formam a base desta transição para o processo de produção colaborativa online de notícias. Esse é o campo de provas para novas técnicas de diálogo entre jornalistas e o público, e principalmente para o desenvolvimento de novos hábitos e valores no trato da informação. O jornalismo como conversa entre profissionais e o público é um conceito absolutamente novo e que provoca muita polêmica. Ele ainda gera alergias entre os mais velhos e ainda não foi assimilado pelas gerações mais jovens fascinadas pela sucessão infindável de novidadestecnológicas. Mas, várias experiências como a Wikipedia, OhmyNews, Slashdot e NewsTrust sinalizam queo futuro do jornalismo passa por este diálogo, cuja origem está na chamada lógica da inclusão digital, ou seja, quanto mais pessoas participarem desta troca de dados, fatos e informações, maior será o ganho em conhecimentos e, portanto, maior o potencial econômico.


O termo “Web 2.0” se refere às páginas web cuja importância se deve principalmente à participação dos usuários. Com freqüência, o conceito é comparado e colocado em oposição à expressão Web 1.0. Este termo foi criado retroativamente para descrever as limitações que caracterizaram o desenvolvimento inicial da rede, baseado no conceito de páginas Web, em programas que não respeitavam a privacidade, como o marketing e a exigência de cadastramento prévio para acesso ao conteúdo da página.

Nem tudo na velha Web era ruim, é claro. Empresas tradicionais de comunicação e corporações tipo cimento e tijolo desenvolveram sólidas, mas pouco criativas, páginas Web que passaram desapercebidas dentro do chamado boom das ponto com. Essas empresas testaram novas formas de atingir audiências e clientes, e muitas das soluções usadas sobrevivem até hoje, como as newsletters via correio eletrônico e a customização do atendimento online, desenvolvida pela livraria virtual Amazon. Essas tentativas de inovação criaram as bases para uma segunda leva de experiências, mais abertas e mais voltadas para o fortalecimento do poder do usuário.
“A mudança começa pelas pontas. Lá onde as pessoas – nossos leitores e usuários – experimentam novas práticas. Lá também onde uma cultura emergente está se formando, uma cultura através da qual as pessoas olham para a mídia a partir de uma outra perspectiva”, escreveu Francis Pisani na edição de dezembro de 2006 do Relatório Nieman. “Assim, o novo pensamento jornalístico tem de começar pela periferia, onde a mudança acontece mais rapidamente entre os usuários da nova geração do que entre a geração mais madura. Os leitores potenciais de amanhã estão usando a Web de uma forma que dificilmente poderíamos imaginar e, se quisermos continuar tendo alguma influência sobre eles, precisamos aprender como interagir com eles. Apesar disso, as empresas jornalísticas têm sido muito lentas quando se trata de cobrir aquilo que está fora do que foi até hoje seu centro de interesse”.

Tem tudo a ver com abertura – com software do tipo código aberto, que permite aos usuários maior controle e flexibilidade de sua experiência na Web, bem como uma maior criatividade online. Os editores da Web estão criando plataformas ao invés de conteúdo. Os usuários estão criando conteúdo. Esse é o movimento que levou a revista Time a declarar “Você”, como sendo a personalidade do ano. “Em 2006, a Web mundial tornou-se um instrumento que reúne pequenas contribuições de milhões de pessoas e as torna importantes”, explicou a Time.

Exemplos de interatividade:

Orkut, Youtube, Myspace, Flickr

No modelo 1.0, um editor (seja um site de notícias ou um site pessoal no Geocities) colocava o conteúdo num site da Web para que muitos outros lessem, mas
a comunicação terminava aí. O modelo 2.0 não apenas permite que “muitos outros”
comentem e colaborem com o conteúdo publicado, como também permite que os usuários coloquem, eles mesmos, material original.

O Google não precisa ser apresentado aos jornalistas, graças ao seu maravilhoso
mecanismo de busca. Mas a empresa só foi ganhar dinheiro com as
milhões de buscas diárias depois que lançou o AdSense em 2003. Com esse
novo programa (inspirado numa empresa chamada Overture), o Google
passou a oferecer aos membros da comunidade de usuários a possibilidade
de fixar os preços de anúncios que eles podiam colocar nos seus sites,
usando um sistema tipo self-service.

Um anunciante escolhe uma palavra-chave ou termo de busca e passa para o sistema quanto ele vai pagar se um usuário do Google clicar em seus anúncios. Quando o usuário realiza uma busca com aquele termo de busca, a publicidade do anunciante aparece. Se o usuário clicar nela, aí o Google cobra do anunciante. Ampliando a escala do anúncio pay-per-click, Google criou um sistema que permite que todos os editores de conteúdo possam dispor dos anúncios do Google em seus sites. Assim,
ao invés de buscar palavras, os robôs eletrônicos (programas de computador que continuamente “espionam” a Web, indexando o conteúdo) do Google vasculham o texto de uma página e mostram os anúncios que têm correspondência com os termos mais importantes da página. Se um usuário de um site afiliado clicar num anúncio, o Google (de novo) cobra do anunciante e depois paga um percentual não especificado para o editor daquele site. Em 2005, o Google divulgou uma receita publicitária superior a seis bilhões de dólares (http://investor.google.com/). Um ano depois, o rendimento com anúncios chegou a 10 bilhões de dólares. Tudo isto sem precisar contratar nenhum representante de vendas.

O Flickr, que foi lançado em fevereiro de 2004, foi desenvolvido pela Ludicorp, uma empresa sediada em Vancouver. Um ano mais tarde, a Yahoo comprou o web site de compartilhamento de fotos, mas fez pouco para integrá-lo a seu pesado portal. Flickr é mais do que um lugar para se compartilhar fotos pessoais. É também uma plataforma comunitária que usa tags (etiquetas de indexação) para aumentar a organização do material arquivado e facilitar a localização de fotos sobre tópicos específicos. Também é bastante funcional para os blogueiros, que podem arquivar fotos no site e exibi-las em seus blogs facilmente.


Texto-base da aula: Jornalismo 2.0, Mark Briggs

Reportagens abertas (open-source reporting) – Outing descreve algumas modalidades da reportagem aberta, que consiste em produzir uma reportagem com a ajuda dos leitores. Um modo é divulgar em blogs pessoais, ou até mesmo enviar por e-mail o tema da reportagem, quem será entrevistado e qual a ideia da mesma. Depois é esperar uma resposta e, claro, dar ouvidos ao que os leitores dizem. Antes de imprimir ou publicar a matéria, convém debater o texto final com o grupo que ajudou o repórter nesse trabalho. No entanto, esse grupo de leitores não será personagem da reportagem.

Exemplos de txto com a colaboração dos internautas
Mário Prata escreveu seu novo livro ao vivo pela Internet, durante seis meses. Nesse período os internautas acompanharam a criação da obra e sugeriam mudanças. O enredo traz uma morte misteriosa, pitadas de sexo e muito humor. Conhecemos a história de Ozanam Badaró, um ginecologista que tirou a sorte grande, pois seu trabalho consistia em "provar" garotas de programa.















Exercício: Três alunos ficarão responsáveis em montar um texto a partir da colaboração dos demais.

EXEMPLO DE COLABORAÇÃO

Campanha eleitoral registra 14 candidatos assassinados no país

Na segunda (22), candidato a prefeito foi morto no Mato Grosso.Pernambuco registra pelo menos cinco assassinatos de candidatos.

Do G1, em São Paulo
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Com a morte do candidato Evânio Paulino Feitosa (PR), que concorria à Prefeitura de Araguaiana (MT) na segunda-feira (22), pelo menos 14 candidatos já foram assassinados em cidades brasileiras durante a campanha eleitoral.

A lista inicial trazia 13 nomes, mas o leitor Carlos Vasconcelos informou ao G1 que um candidato (Leonardo Alves Marinho) em sua cidade, Camutanga, também foi assassinado. Se você tem sugestão, mande para o VC no G1 .

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tem uma lista oficial de quantos candidatos foram assassinados no país. O TSE contabiliza apenas o número de candidatos que já morreram (até o dia 1º de setembro, eram 89), mas sem especificar o motivo da morte.

Assassinatos
Evânio Paulino Feitosa (PR) foi morto quando tentava apartar uma briga na cidade de Barra do Garças. Segundo a Polícia Militar, um homem armado teria ameaçado o sobrinho de Evânio. O candidato tentou interceder e foi baleado no peito e na cabeça.

No último sábado (20), o candidato a vereador pelo PR no município de Saloá, a 225 quilômetros do Recife, Fernando Luiz Soares de Melo, o Fernando Galdino , foi assassinado com um tiro na nuca. Fernando de Galdino estava acompanhado do filho Fernando, de 17 anos, e seguia de moto para o comitê do partido em Saloá, depois de ter participado de comício no distrito de Iatecá. No caminho, eles foram abordados por dois motoqueiros, que os fizeram parar e deitar no chão. Os assassinos nada fizeram ao adolescente e levaram a moto.

Até agora, pelo menos cinco candidatos foram assassinados em Pernambuco. Antes, haviam sido mortos o candidato a prefeito de Itaquitinga, o médico Sérgio Ricardo de Souza (PSB), e os candidatos a vereador Lourinaldo Felix Vieira (PTB), de Terezinha, Mozenir Araújo de Sá (PT), de Cabrobó, e Leonardo Alves Marinho (PSDB), de Camutanga.
No dia 3 de setembro, o candidato a vereador em Mesquita (RJ) Gilson Gonçalves de Carvalho (PSDB), conhecido como Gilson do Arroxo, foi morto a tiros. Quatro criminosos chegaram em um carro, desceram do veículo e dispararam várias vezes contra Carvalho.

No Pará, já foram registrados dois crimes nesta campanha: o assassinato de um candidato a vereador em Uruará, no oeste do estado. E o do candidato do PMDB a prefeito de Rio Maria, Agemiro Gomes da Silva , executado com um tiro na nuca.

Na Paraíba, também são dois casos. Em Curral Velho (PB), o candidato a vice-prefeito Silvino Pereira Gato (PMDB) foi morto a tiros no dia 30 de agosto. O candidato a vereador do PSL Antonio Santana da Silva, o Tota da Macumba, foi assassinado na cidade de Mari no último dia 10.Na cidade de Águas Lindas (GO), o candidato a vereador José Venceslau da Costa (PP) foi assassinado durante um comício. Ele foi morto com um tiro na cabeça enquanto distribuía santinhos da campanha, logo depois de participar de um comício na cidade.
Em Bela Vista (MS), o vereador e candidato à reeleição Flávio Roberto Godoy (PDT) foi assassinado quando chegava para um comício. Em Caraguatatuba (SP), o candidato a vereador Cosme Tavares Leite (PDT) foi assassinado quando saía do trabalho.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

AULA VII

Palestra com Amaro Júnior, infografista

Textos para discussão

Sobre este ofício do jornalismo

A julgar pela pré-publicação que o Público faz hoje, Os Cínicos não Servem para Este Ofício, do escritor e jornalista polaco Ryszard Kapuscinski, é um livro indispensável a jornalistas, académicos e estudantes de jornalismo.O livro é baseado em entrevistas e conversas sobre a profissão de jornalista e o mundo dos meios de comunicação. Em Kapuscinski, reencontramos uma certa essência do jornalismo, numa era marcada por mutações aceleradas na profissão e, sejamos claros, pela perda de algum norte. Algumas passagens a reter:«O jornalismo está a atravessar uma grande revolução electrónica. As novas tecnologias facilitam enormemente o nosso trabalho, mas não o substituem. Todos os problemas da nossa profissão, as nossas qualidades, a nossa manualidade, permanecem inalterados. Qualquer descoberta ou melhoramento técnico pode certamente ajudar-nos, mas não pode substituir o nosso trabalho, a nossa dedicação ao mesmo, o nosso estudo, a nossa investigação e pesquisa.»«No jornalismo, ao invés, a actualização e o estudo constantes são a conditio sine qua non. O nosso trabalho consiste em indagar e em descrever o mundo contemporâneo que está em permanente, profunda, dinâmica e revolucionária transformação. De um dia para o outro, temos de acompanhar tudo isto e ser capazes de prever o futuro. Por isso, é necessário aprender e estudar constantemente.»«Encontram-se muitos jovens jornalistas cheios de frustrações por trabalharem muito em troca de um salário tão baixo, depois perdem o emprego e, se calhar, não conseguem encontrar outro. Tudo isto faz parte da nossa profissão. Por isso sejam pacientes e trabalhem. Os nossos leitores, ouvintes e telespectadores são pessoas muito justas que rapidamente reconhecem a qualidade do nosso trabalho e, com igual rapidez, começam a associá-lo ao nosso nome; sabem que esse jornalista lhes dará um bom produto. É a partir dessa altura que nos tornamos jornalistas estáveis. Não será o nosso director a decidi-lo, mas sim os leitores. Contudo, para chegar até aqui são necessárias as qualidades de que falei no início: espírito de sacrifício e estudo contínuo.»


A inevitável renovação dos jornais

A Internet e a crise publicitária obrigam a imprensa a adaptar-se a um novo modelo de negócio. Os jornais "online" ameaçam os formatos tradicionais e a maneira de contar as notícias

A Internet e a crise publicitária obrigam a imprensa a adaptar-se a um novo modelo de negócio. Os jornais "online" ameaçam os formatos tradicionais e a maneira de contar as notíciasAna CarbajosaLer as notícias sobre o destino dos periódicos nos Estados Unidos esses dias transformou-se num exercício quase mórbido; mais parecido com folhear as páginas de obituário: jornais fechando, demissões em massa de jornalistas e queda das ações das empresas na bolsa. As últimas semanas foram especialmente sangrentas com o anúncio da eliminação de 80 postos de trabalho no Chicago Tribune, 250 no Los Angeles Times e 130 no Milwakee Journal Sentinel, ao qual de pouco adiantou ter ganhado o prêmio Pulitzer nesse ano.O derrame de cadáveres de jornais começa a se perceber também na Europa, onde a fuga da publicidade para a Internet se soma a uma crise econômica que espanta os anunciantes. No Reino Unido, a declaração recente do Trinity Mirror - à frente de mais de 150 títulos incluindo o Daily Mirror - de que eliminará 65 postos na redação "é um reflexo do que aconteceu e continuará acontecendo com os jornais dos EUA", disse Roy Greenslade essa semana em seu blog no The Guardian. Também na Inglaterra, a Meca do jornalismo europeu, o preço das ações das empresas jornalísticas caiu pela metade desde o ano passado. E na Espanha, os diários perderam cerca de 30% de seu faturamento publicitário, segundo os últimos dados de maio, enquanto o incremento de anúncios nas edições eletrônicas não consegue nem de longe compensar as perdas do papel. Este panorama levou muitos especialistas a preverem a morte ou desaparecimento de grande parte dos periódicos, tal como conhecemos hoje. Os péssimos resultados, além da crise, têm a ver com a necessidade de mudança do modelo de negócio nas empresas jornalísticas, dizem. E alguns, como o conceituado analista Philip Meyer, aventuraram-se a prognosticar uma data de falecimento: 2043. Outros falam tenebrosamente que isso acontecerá "nos próximos anos".Mas será que a situação é tão ruim? Quer dizer que os jornais irão morrer? Quais estão mais bem preparados para suportar as investidas do mercado? Como as mudanças na imprensa escrita afetarão a saúde democrática das sociedades? Se os especialistas concordam em algo é que nem todos os periódicos morrerão. Mas também concordam que todos devem se transformar para sobreviver numa era em que as pessoas, mais do que nunca, querem ler histórias, ainda que não nos formatos que dominaram a imprensa por 300 anos. É preciso colocar mãos à obra diante de uma mudança que, dizem, não tem por que ser para pior. Eles alertam os periódicos que se adaptarem antes e melhor aos ritmos e demandas da rede, os que empreenderem uma "mídiamorfose" e conseguirem cativar os internautas (e, assim, os anunciantes), sairão ilesos."Sim, o jornal da era industrial está agonizando. Mas o que morrerá será somente o jornal de papel como conhecemos hoje. Ele dará lugar a um novo modelo", diz Rosental Alves, professor de jornalismo na Universidade de Austin (Texas) e pioneiro em jornalismo digital. Isso se reflete na dramática situação da imprensa em seu país de acolhida, onde muitas cidades perderam o único jornal que tinham. "O que aconteceu esse ano nos EUA foi a derrocada do modelo de negócios. As pessoas, com certeza, têm mais apetite informativo do que nunca. Nunca os jornais chegaram a tantas pessoas quanto hoje, graças à Internet". Dados de abril deste ano corroboram sua tese. 66,4 milhões de pessoas consultaram os jornais digitais durante o primeiro quadrimestre de 2008; 12,3% a mais do que no ano anterior, segundo a Associação de Jornais dos Estados Unidos. É o maior número desde que começaram a medir os acessos em 2004.As crises econômicas nos EUA têm o costume ruim de se replicarem na Europa. Na semana passada, a imprensa britânica viveu na bolsa a pior etapa em sua história. Depois que o Trinity Mirror anunciou que seus lucros se reduziriam em 10% em relação ao esperado, suas ações sofreram uma queda de 25%. As da Johnson Press, o maior grupo de jornais regionais, caíram 10%. Até as de Pearson, proprietário do prestigiado Financial Times, atingiram seu nível mais baixo nos últimos 12 meses. "Assistimos a uma crise que afeta a todas as economias desenvolvidas. Trata-se de uma erosão do modelo de negócios que mudará profundamente, fragmentar-se-á. É preciso esquecer os grandes diários com lucros enormes". Quem fala desde Londres é Andrew Gowers, diretor do Financial Times até 2005, segundo ele os jornais ficaram tão obsoletos como os discos de vinil. Gowers, que há apenas seis anos ousou lançar um novo diário na Alemanha - FT Deutschland - justifica sua decisão dizendo que "tudo mudou muito rápido" no setor.Em essência, a mudança obedece aos novos hábitos e desejos dos cidadãos que querem estar informados, mas que cada vez mais preferem sentar-se ao computador. E os anunciantes, claro, seguem seu caminho. Cálculos recentes da Zenith Optimedia indicam que a porcentagem das empresas de publicidade que se dedicam à imprensa escrita caiu 7,6% na última década no mundo. E prognosticam que os anunciantes continuarão caindo até 2010, enquanto na internet outros estudos falam de um crescimento de dois dígitos. Os classificados, fundamentais para os lucros da imprensa dos EUA, ainda que nem tanto para a européia, também migraram para a internet (o site Craiglist fagocitou os anúncios de imóveis, empregos...).A grande questão é se os jornais de papel agüentarão a queda da publicidade. E será necessário averiguar quais publicações serão capazes de atrair um número suficiente de leitores para manter uma edição impressa, uma vez descartada a política de assinaturas, inviável no mundo de abundância de informações e que já foi descartada parcialmente pela ampliação dos conteúdos gratuitos do The Wall Street Journal, o rei dos jornais online com mais de um milhão de assinaturas.Outro ponto em que os especialistas concordam é que acontecerá uma transferência de recursos e de jornalistas das edições impressas para as digitais, e muitos recomendam a chamada "integração": redações únicas que produzam conteúdos independentemente do suporte. "Se agora a proporção é de 20 para 1, trata-se de virar isso do avesso", aponta Mark Potts, que foi repórter e editor de jornais diários antes de ajudar a fundar o WashingtonPost.com. Agora ele se dedica a dar assessoria às publicações mutantes e expõe suas opiniões em seu blog, Recovering Journalist. Jeff Jarvis, outro blogueiro renomado, é dos que acreditam que o que está acontecendo é bom para o jornalismo e para a sociedade. "O jornalismo na Internet pode ser melhor. Pode-se atualizar com mais freqüência, as pessoas podem participar". Além disso, alerta sobre o perigo de que os recém-chegados à rede se deixem seduzir pelo imediatismo dos medidores de audiências e acabem enfraquecendo os conteúdos.Essa crise do modelo de negócios supõe uma oportunidade para que os jornais se reorganizem e se tornem mais eficientes, diz Jarvis, professor de jornalismo interativo da Universidade de Nova York, cujo blog, Buzzmachine, converteu-se numa referência para os que se interessam pelo futuro da imprensa. Ele presta assessoria a grandes nomes como o The Gardian, a BBC, o The New York Times, e defende o conceito de cidadão-repórter, capaz de substituir os repórteres locais, por exemplo. "O jornalismo deixou de ser um clube fechado onde alguns poucos davam lições para o restante. Conquistamos a democracia", sustenta. E recomenda aos jornalistas vigiarem de perto a rede, os blogs, os fóruns de discussão. "É lá que as pessoas dizem o que lhes interessa".E, como outros exemplos, cita o do Huffington Post, uma espécie de diário digital que tem um grande êxito nos EUA, do qual participam blogueiros de todos os tipos, além leitores. Este é o caminho, sustenta. Aí está o caminho para um novo modelo de negócios mais fragmentado, com múltiplos atores informativos, não necessariamente grandes, mas que consigam estar presentes em links por toda a rede, de maneira que os leitores os encontrem e acabem se dirigindo a sua página. No futuro próximo, as páginas de informação terão os conteúdos fornecidos pelos próprios leitores. Se o dramaturgo Arthur Miller definiu em 1961 um bom jornal como "uma nação falando consigo mesma", os jornais do futuro gerarão um diálogo nacional frenético.Jarvis, como muitos outros, sustenta que a crise golpeará com muito mais força os jornais regionais. Que os grandes diários nacionais, junto com as publicações extremamente locais, estarão a salvo. Ainda assim, para uns e outros, ele recomenda a especialização. Os jornais já não podem pretender cobrir tudo. "Os tempos em que 15 mil jornalistas vão a uma convenção de um partido em que não acontece nada, apenas para que o veículo possa dizer que esteve ali, acabaram. É preciso se centrar no que fazem de melhor", diz.Para Meyer, que já ganhou um prêmio Pulitzer e é o pai do jornalismo de precisão, o que os jornais fazem melhor do que ninguém é descobrir notícias, investigar, determinar os limites do poder político e econômico. "Eles têm de se dedicar a criar um diálogo inteligente com os cidadãos e as elites políticas. Só assim rentabilizarão seu produto", diz ele, da Carolina do Norte.Ainda assim, reconhece que muitas publicações não terão muitas dificuldades e aponta novas tendências nos EUA, como a dos filantropos dedicados a resgatar empresas de comunicação. É o caso da Propublica, fundação dedicada ao jornalismo de investigação na internet. E também o de proprietários de publicações como o The Christian Science Monitor, ou, na Europa, o The Gardian. "O problema é que na Espanha, este modelo não triunfará porque não temos a cultura da filantropia", adverte Juan Varela, consultor de meios de comunicação em vários países e editor do blog Periodistas 21. Ele considera a situação espanhola preocupante. O êxito das promoções dos jornais em banca permitiu lucros publicitários potentes nos últimos anos, diz, e amenizou uma tendência que já fazia estragos no resto do mundo desenvolvido.Mas as vacas magras já estão aqui. A queda da publicidade na imprensa escrita é irreversível. "Este ano vai ser a chave da crise; vai se notar muito o freio econômico e muitos anunciantes que hoje estão se retirando, passarão às edições online quando voltarem". Isso tudo transforma a necessidade em uma virtude. "Graças aos problemas financeiros os jornais irão se atrever a dar o salto para o mundo digital. Mas alguns - entre eles os da segundas e terceiras manchetes regionais - ficarão pelo caminho", adverte. Tradução: Eloise De Vylder

Apresentação:
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(confirir as capas de jornais no mundo e avaliar desenhos e formatos)